Literatura

Crônicas

 

 

Fala, Thadeu! (Jornal Gente & Empresa)


Tema: Aparências

 

 

SOMOS O QUE VESTIMOS?

 

Somos o que vestimos ou vestimos o que somos? É interessante como enxergamos os outros e como nos enxergam pela roupa. Tá de terno, deve ser advogado, ou gerente de banco, ou pastor de igreja (terno branco), ou político (com muitos bolsos) e por aí vai. Se debaixo do terno é um cara forte, com certeza é segurança. Ah! E a famosa roupa branca? Vira doutor! E vai ver é técnico de enfermagem, assistente de dentista, etc. Se tiver sangue, é doutor cirurgião, cirurgião plástico ou açougueiro. Na dúvida, chama logo de doutor, afinal tudo termina em um corte de carne. Se o indivíduo usa só uma camisa social com gravata deve ser vendedor, representante, assistente de pastor, gerente de supermercado, de loja, de financeira, enfim, gerente de alguma coisa mais popular. Mulher também tem seus “uniformes”. Conjunto (tailleur), é coisa de advogada ou gerente de banco. Conjuntinho mais simples, com cores feias, tecido popular é recepcionista de clínica. Finalmente chega o final de semana e nos despimos e podemos ver algumas pessoas nuas. Nuas no bom sentido, quero dizer, sem o uniforme. Ficamos todos iguais, simplesmente gente, sem títulos. Se bem que a mulherada, mesmo nua, continua sendo observada pelo famoso silicone: COM OU SEM? É DELA, MESMO? Ah! E a vestimenta social, ou seja, o carro! Tem gente que “se acha”, andando de carro zero, pago em 72 prestações. E olha que nem pagou a décima (Sabe-se lá se pagará). Já repararam como nós, que não usamos terno no cotidiano, ficamos estranhos quando temos que usa- lo em bailes de formatura, casamentos etc.? Geralmente, assim que chegamos “na festa”, nos “esculhambamos” e logo tiramos tudo e dependendo do grau alcoólico em que nos encontramos colocamos a gravata na cabeça, a “La Rambo”. Já os que têm o hábito de usar terno no cotidiano se tornam tão normais... sem graça! (Ah! ) Cuidado em festas se for usando “Black-tie”, pois podem te confundir com o garçom. Em dia de festa a mulherada faz a festa: cabelo, maquiagem, vestido, sapato e... não é para o marido, namorado etc. que se aprontam, mas para fazer inveja às outras, para “comparar” e ... como falam umas das outras!!! Não penso em viver em mundo de nudismo, de naturalismo. Não! Afinal, os homens viveriam comparando o “bilau”, ainda que de rabo de olho, discretamente. Sem contar que haveria alguém usando gravata nele. Imaginem garçons te servindo usando “bilaus” com gravata borboleta? Pior! Imaginem, nós, homens, fazendo exame de “toque” e ao olharmos pra trás, como se não bastasse o sorriso irônico do proctologista calçando a luva em seu grande dedo, ainda termos de ver o “bilau” do cara? Um mundo com “bilau” livre seria horrível! Prendam o “bilau”! As mulheres fariam a festa! Seria uma faladeira só! Algumas nem sairíam de casa dependendo do número de celulites, de estrias, de gordurinhas etc. Se bem que o futuro da moda nua já chegou: mulher melancia, melão, morango, filé... jacaré, maracujá! Quem vai olhar roupa? E a moda masculina? Muita frescura! “Vaidagem” ! Ou melhor, viadagem, mesmo! Viva a barriguinha! Já avisei aos meus sobrinhos homens: - “podem ter “tanquinhos” mas não esqueçam de manter a torneira funcionando!

 

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